sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O Natal, lá e cá

Com o Natal a chegar, anda toda a gente atarefada com os preparativos. As preocupações com comida por aqui não são tão grandes como em Portugal (pelo menos pelos nossos lados), mas há uma azáfama muito própria da época no ar.

O prato central do Natal em Inglaterra (na maior parte dos lares) é o peru recheado assado no forno, com todos os acompanhamentos habituais. Nao é muito diferente de alguns sitios em Portugal, onde em vez do bacalhau/polvo há peru. A grande diferenca está em quando isso acontece. Enquanto que em Portugal o "grande momento" é na véspera e a antecipação da meia noite têm um grande papel, no Reino Unido o que conta mesmo é o dia de Natal.

Peru de Natal à Britânica
A véspera de Natal é uma noite como as outras por aqui. Pelo contrário, o dia de Natal funciona com um grande dia de "Sunday lunch". Toda a gente arrebita (mais ou menos) cedo, abrem-se presentes, vai-se à missa de Natal (os que vão) e ao parque em família e almoça-se tarde (comparado com o normal), mas em grande. No inicio da refeição todos rebentam em conjunto os famosos "crackers" e vêm o que lhes calhou em sorte. Para além da "coroa" de Natal, vem sempre um brinde ou uma anedota. É assim uma espécie de "kinder surpresa", que ajuda a animar as hostes para a longa tarde.


Acaba por ser a única refeição do dia, a que se seguem jogos e/ou filmes. Felizmente nunca tivemos a experiência em primeira mao de um dia de Natal por Inglaterra, mas é assim que costuma funcionar, segundo amigos. Em Portugal, bem sabemos, o dia de Natal é também bastante atarefado, mas o ambiente ja é um bocadinho mais de "ressaca", dada a comezaina da noite anterior. A energia começa-se a esgotar logo a seguir ao almoço e acaba por nao haver tanto "movimento" como na noite anterior.

Independentemente das diferenças, o Natal como sempre o conhecemos é o "nosso" Natal e não o mudariamos nem um bocadinho. Tenho a certeza que os britânicos pensam o mesmo em relação ao "seu" Natal. De uma forma ou de qualquer outra, um Feliz Natal para todos!!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Afternoon tea

Outro deleite da estação Outono/Inverno é o afternoon tea. Sim, o "chá da tarde". É uma espécie de lanche ajantarado, mas bem diferente do habitual em Portugal. Normalmente servido entre as 2 e as 5 da tarde, a composição do afternoon tea é variável, não existem dois iguais. A regra é que seja composto por três camadas: salgados na base; doces no meio; e no topo, o rei da festa: scones com compota e clotted cream, pois claro. E a refeição é feita por esta ordem, dos salgados até aos scones. Tudo isto normalmente acompanhado de chá (ou café, para os menos tradicionalistas. Em alguns casos, para os mais requintados existe a opção de um copo de espumante). Eis um afternoon tea que tivemos o prazer de degustar recentemente.



Regra geral os salgados são vários tipos de sandes em pão de forma sem côdea, mas neste caso temos uma mistura com outras iguarias. Destaque para o scotch egg, que consiste num ovo cozido envolvido em carne de salsicha e, por fim, panado em pão ralado. Sabe melhor do que soa!



Os doces nesta versão são uma mistura de britânico e continental: não falta o tradicional brownie e um menos convencional marshmallow de côco, mas temos também mini-eclairs e pavlova de chocolate branco.



Invariavelmente no topo temos os scones, um dos ex-libris da cultura britânica. São normalmente acompanhados por compota e uma de duas opções: manteiga ou clotted cream. Clotted cream é um tipo de natas que é obtido a partir da fervura do leite gordo de vaca (a "pele" do leite como diz muita gente em Portugal).


Se estiverem no Reino Unido por esta altura do ano, é uma experiência de degustação e tanto desfrutar de um afternoon tea numa tradicional casa de chá com a lareira acesa... imperdível!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Luzes de Natal

O acender as luzes de Natal é outro típico acontecimento de fim de Outono pelo qual vale sempre a pena esperar.

Por estas bandas também toda a terra e terrinha tem o seu evento de acender as luzes. Mas Bury St Edmunds não facilita neste tipo de eventos. O acender das luzes "dura" uma tarde inteira com direito a corte de trânsito na praça principal. Um feito, principalmente tendo em conta que estamos a falar de um dia a meio da semana! Divertimentos, barraquinhas, decorações, todo o negócio de rua aberto e até um Pai Natal tenor, não faltou nada. Surpreendentemente, ou talvez não, no pico da festa estavam muitas centenas de pessoas no local! Ficam algumas fotos do momento.

O Pai Natal tenor

Divertimentos

A praça principal de Bury St Edmunds durante o evento

O momento do acender das luzes de Natal, com direito a chuva de confetti


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O Outono está ai!

Agora que o tempo frio chegou para ficar (por algum tempo!), é importante não esquecer as coisas boas que ele traz. A primeira das que vos vamos falar nas próximas semanas é a espantosa palete de cores com que somos presenteados pela Natureza por esta altura. Ficam as fotos abaixo para o comprovar, todas de Bury St. Edmunds.

...


Os vários tons de verde, vermelho, castanho e amarelo são muito característicos desta época e, juntamente com uns "pozinhos" de frio, perfumam-nos com um ligeiro aroma a Natal.

Feliz Outono para todos e sejam felizes!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Desporto em nome da caridade: a minha contribuição

Em jeito de brincadeira a minha família desafiou-me a participar numa corrida de bicicleta para angariação de fundos para uma instituição local de caridade. E eu aceitei o desafio. Fica aqui o relato da minha experiência e contribuição para esta causa.

Várias vezes ao longo do ano instituições de caridade organizam eventos para a angariação de fundos para a subsistência e despesas diárias. Talvez iniciativas mais conhecidas sejam o Comic Relief e o Sports Relief, uma vez que costumam ter a cobertura da BBC. Em escala mais pequena, vêem-se em vilas como Bury St. Edmunds eventos do género, mas que não chegam a ter a dimensão nacional do Comic Relief ou Sports Relief. Ainda assim constituem iniciativas notáveis por parte das comunidades locais em dar o seu contributo a causa da solidariedade. E nós também quisemos participar e dar a nossa pequena contribuição à causa.

No passado dia 10 de Julho o St Nicholas Hospice, patrocinados para lojas e negócios locais, organizaram 3 corridas de bicicletas exclusivamente destinadas às mulheres.



O St Nicholas Hospice é uma instituição social sem fins lucrativos que se destina a fornecer cuidados a doentes com cancro em fase terminal. As corridas inserem-se uma série de eventos que se realizam em vários pontos do país apoiadas pelo Women On Wheels (WOW). Em Bury St Edmunds, as corridas tiverem como ponto de partida e chegada o Nowton Park. Conforme a resistência e capacidade física das mulheres em prova existiam corridas de 5 milhas, 25 milhas e 50 milhas (1 milha são 1609 metros). Uma vez que esta foi a primeira vez que participei em algo do género resolvi começar com a distância mais pequena e ver como corria. O treino foi muito pouco (talvez pouco mais de uma semana antes do evento) mas ainda assim custou bem menos do que aquilo que estava à espera. E à chegada à meta tive direito a palmas e a ser recebida com um chocalho. Foi engraçado e divertido! Quem sabe para o ano com mais treino e preparação não me aventuro na corrida de 25 milhas. Para já fique feliz com esta minha conquista e pequena ajuda para o St Nicholas Hospice!

  

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Brexit... e agora?

Como todos sabem, o Reino Unido votou na Quinta-feira passada para deixar a União Europeia.

fonte: home.bt.com
Muito se tem dito e escrito sobre isto (demais!) e neste momento há um excesso de ruído, que se torna realmente cansativo. Tem sido uns 4/5 meses de inferno em relação a este assunto e os próximos prometem continuar pelo mesmo caminho.

Apenas uns apontamentos sobre a votação. Muito se disse, mas apenas dois ou três argumentos trouxeram decisivamente a votação da “saída” para cima: a primazia do parlamento britânico em relação a qualquer legislação vinda de “Bruxelas” (Bruxelas entre aspas, pois é por estas bandas sinónimo de União Europeia) – o Reino Unido sempre olhou de soslaio para o “Continente”, esta União sempre foi (para eles) suposto ser apenas negócio; a percepção que se gastam milhões em “Bruxelas” que eram melhor aplicados no Serviço Nacional de Saúde e outros serviços públicos; e, claro, o rei dos argumentos: a imigração e o “controlar as fronteiras”. A imigração foi explorada até à exaustão e chegou a um nível tal que se tornou visceral. Não sei se estão a par, mas houve um brutal assassinato em plena luz do dia de uma deputada trabalhista uma semana antes da eleição, instigado pela atmosfera a que se chegou. Muito triste…

Aparentemente houve muita gente surpreendida com o resultado e “arrependida” do voto logo na Sexta-feira. “Era suposto apenas ser protesto, nunca pensei”, tem-se ouvido. O que está feito, feito está. As cenas dos próximos capítulos só mesmo o tempo vai determinar, mas há certamente um exercício de reconciliação nacional a ser feito. Temos um país estraçalhado a meio por uma decisão fundamental e, mais importante que isso, dividido em questões que trouxeram os mais primários sentimentos e atitudes “fora do armário”.

Os próximos meses são para sentir o pulso à Nação e perceber qual é o sentimento. O Reino Unido sempre foi um país mais tolerante que a maioria, veremos se assim se mantém. Assim o esperamos.
 

domingo, 20 de março de 2016

A Primavera está ai!

Os dias estão a crescer e quanta diferença não faz sair do trabalho em plena luz do dia!

Mas a imagem mais marcante por estes dias é a Natureza a sair da hibernação. Um dos primeiros sinais por cá é o irrompimento massivo de narcisos! Beiras da estrada, rotundas, jardins, campos ... estão por todo o lado!


Não sendo uma flor que nos tenhamos habituado a ver em Portugal, cedo percebemos que é uma flor de predilecção no Reino Unido (particularmente em Gales, onde é a flor nacional!). O motivo é mais que justificado e faz mais sentido a cada ano que cá passamos. Quando vemos os narcisos sabemos que a Primavera está a chegar. É uma flor que irrompe em Janeiro e Fevereiro, quando as condições meteorológicas ainda são bastante agrestes, e quando chegamos a Março é esta maravilha por todo o lado.

Nowton Park em Bury St Edmunds (fonte: suffolkmag.co.uk)

St. John's College em Cambridge (fonte: alamy.com)
St James's Park em Londres (fonte: dailymail.co.uk)
É assim uma flor bastante inspiradora, plena de esperança.

Uma Primavera cheia de luz para todos!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

David Bowie

Bowie deixou-nos esta semana, com o inesperado que sempre o caracterizou.

Gerações de seguidores (nos quais nos incluímos) ficam órfãs de um ícone, muito mais que um simples músico. E a música so por si é um motivo mais que suficiente. Nunca me hei-de esquecer do dia que vi/ouvi "Ashes to Ashes", com Bowie vestido de palhaço num cenário cheio de cor e situações estranhas (assim pensei na altura), Tantas camadas, tanto por baixo da superfície que se vai sempre descobrindo, com novos sentidos... não é assim com todos os artistas que perduram e passam para além da morte, como diria Pessoa?

O Reino Unido (e por esse mundo fora, suponho!) parou para chorar e homenagear o artista. Lembro-me da primeira vez que cheguei ao Reino Unido e senti o contraste nas ruas, a sensação que parecer/vestir/viver "diferente" não tinha mal". Com o tempo notámos que mesmo em sítios tão pequenos e "geriátricos" como March há tanta extravagancia quanta tolerância nas ruas, mesmo sendo este país ainda relativamente conservador. Uma grande lição! Quanto disso não será influência de Bowie? Ele trouxe cor, criatividade, inspiração e desafio a um país acinzentado pelo pós-guerra e em crise económica. Libertou amarras. Consensualizou a diferença. E contagiou o Mundo. Quanto do que nos acompanhou culturalmente nos últimos 30 ou 40 anos (e tanto admiramos) não foi, directa e indirectamente, influenciada por David Bowie?

Mural de Bowie em Brixton (Londres), no dia da sua passagem (fonte: standard.co.uk)
Muito obrigado por tudo David! Que descanses em paz.

P. S.: Um feliz 2016 para todos, pleno de realizações e de felicidade.
 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O dia das bruxas também aconteceu cá em casa!

O Halloween ou Dia das Bruxas, tal como o conhecemos em Portugal, foi importado do outro lado do Atlântico, dos Estados Unidos da America, onde por vezes parece ser mais festejado que o Natal!

É certo que o Halloween tem raízes remotas em celebrações dos povos celtas, mas o "Carnaval" de hoje em dia é uma criação americana. Os britânicos, bem antes dos portugueses, importaram esta tradição de braços abertos, fazendo cada vez mais crescer o impacto deste evento na Europa. De ano para ano a sua importância parece crescer, caminhando assim a passos cada vez mais largos para ser uma celebração mundial!

Este ano decidimos dar o "benefício da dúvida" ao evento e "estragar" uma preciosa abóbora (elas só aparecem a sério nesta altura do ano, mas não para culinária!...). Quisemos ver como era a experiência e se a nossa opinião sobre o dia das bruxas mudava. Fizemos tudo como manda a tradição: pusemos o "sinal" à porta da casa, uma abóbora enfeitada com uma luz lá dentro. Claro que as nossas "carving skills" (habilidade para recortar a abóbora) são bastante limitadas, mas para primeira tentativa não nos saímos muito mal. Fica aqui a foto da nossa abóbora enfeitada e acesa para darem a vossa opinião.



Claro enfeitarem a vossa abóbora não chega, é preciso ter várias guloseimas, pois é tudo sobre "doçura ou travessura". Guloseimas compradas e abóbora devidamente enfeitada e com luz, temos de estar preparados para uma maratona de idas a porta para receber as crianças que perguntam doce ou travessura (ou simplesmente "Happy Halloween").

Este ano entramos verdadeiramente no espírito do Halloween e abrimos a porta a dezenas de crianças da vizinhança que nos visitaram em pequenos grupo, sempre acompanhadas por adultos, durante quase 3 horas. Mas foi uma surpresa bastante agradável pois todas elas eram bastante educadas e diziam obrigada pelo doce. Além de olharem para mim muito tímidas quando lhes dizia que podiam tirar outro doce se quisessem! E mesmo depois de termos retirado o nosso sinal (abóbora com luz) tivemos crianças que nos continuaram a visitar, pois ficaram rendidos aos nossos brigadeiros de chocolate, assim como muitos dos seus pais! Tal foi o sucesso que já decidimos melhorar as nossas "carving skills" para o próximo ano! Quanto mais não seja pelo espírito de comunidade e partilha que nos caracteriza como portugueses!

Para o ano prometemos mais e melhor dia das bruxas! Ate lá aproveitei a vida e sejam felizes!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Páginas Amarelas


1980? 1990? Não, 2015!

É verdade, em 2015 ainda existem Páginas Amarelas no Reino Unido!

A aparência não é muito diferente daquilo que sempre conhecemos, mas o tamanho sem dúvida: bem mais pequena, certinha para marcos do correio (como o nosso), e fina. Mas não só. O conteúdo também evoluiu. Como podem ver pela capa, o objectivo aqui é focar os pequenos negócios, sem esquecer o "mundo electrónico" (até códigos QR tem!).

A região coberta por esta edição
O negócio das Páginas Amarelas sobrevive como pode à passagem avassaladora dos tempos. Num mundo em que tudo tem de ser "já e agora", não parece haver espaço para as Páginas Amarelas. Um pouco como os diccionários em papel (a não ser para uso académico).

Por outro lado, numa altura em que tudo é global e "se não está na net, não existe" é se calhar sensato voltar às raizes e pensar em quem está à nossa volta. O Reino Unido é ainda um país com uma componente rural bastante evidente, com numerosos (e dispersos) pequenos aglomerados populacionais. O pequeno negócio é assim (ainda) muito relevante por aqui. Ao folhear a lista, tenho de reconhecer os méritos de ter à mão contactos locais para coisas tão práticas como mudanças e reparações nas casas. Vai dar jeito, mais dia menos dia.


Claro que sermos estrangeiros e, portanto, termos poucas referências torna a lista mais relevante, mas mesmo o comum dos britânicos consegue certamente arranjar motivos para não a deitar fora. Nós vamos certamente guardá-la!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Made in Portugal

Em Portugal temos a mania que só o que é de fora, isto é os produtos estrangeiros, é que são bons. Desta forma, desvalorizamos tanta coisa boa que temos no nosso país! Mas quando estamos fora do nosso país as coisas mudam completamente de figura pois sentimos muita a falta de determinadas coisas que em Portugal damos como garantidas.

Coisas como a nossa comida, o nosso vinho, o nosso pão, o nosso bom gosto no vestuário, do Sol, do poder ir à praia de biquíni e até tomar banho se nos apetecer, do nosso azeite divinal, na nossa pastelaria fina (as natas, por exemplo!), da nossa variedade de peixe fresco, do calor humano das pessoas (pelo menos no Norte do país, com as devidas excepções noutras regiões!) ... e a lista continua. Assim é nossa "obrigação", já que estamos "cá fora", levar o nosso nome bem longe e dizer com orgulho "Sou Portuguesa!!". Vamos lá ter orgulho do nosso país e de dizer sim "isto é made in Portugal".




Uma das coisas que mais admiro nos ingleses é a forma como eles "vendem" a imagem do país e dos seus produtos ao mundo e em particular à Europa. Vá Portugal vamos aprender com quem sabe a vender o nosso país e os produtos nacionais. Pois o que É NACIONAL É BOM!!


Nós, por cá, continuaremos a levar o nome do nosso país bem alto e a dizer com orgulho que SOMOS PORTUGUESES e que um dia queremos voltar para o nosso país, a nossa casa, a nossa família e os nossos amigos. Resta-nos esperar que esse dia não esteja num futuro demasiado longínquo...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

"Um engenheiro foi chamado"

Esta é uma expressão muito vulgar por estes lados, que causa estranheza ao comum de nós, portugueses. Um médico foi chamado, tudo bem, mas um engenheiro?!

"An engineer has been called"... (fonte: www.365pubs.com)

Pois, o ponto aqui é perceber o que é um "engenheiro" por estes lados. Desde tempos para além do nosso conhecimento, um engenheiro é alguém que resolve problemas do dia-a-dia em nossas casas, onde trabalhamos ou na via pública. Até aqui tudo bem, na definição portuguesa do termo. A diferença salta à vista quando andamos na rua e vemos carrinhas de "heating engineers", "plumbing engineers" ou (heresia das heresias!) "electrical engineers". Ou seja, técnicos de ar condicionado, canalizadores e electricistas, respectivamente! Toda a gente neste pais que trabalhe no sector da construção/manutenção usa livremente o título "engenheiro". Então onde se situam os engenheiros, tal como os conhecemos em Portugal? Bem, não há grande (aparente) distinção. Um "electrical engineer" tanto pode ser um engenheiro electrotécnico como um electricista, um "civil engineer" tanto pode ser um engenheiro civil como um trolha. É assim mesmo. Já ouvi uma pessoa contar que quando uma vez se apresentou como engenheiro electrotécnico lhe perguntaram se tinha feito a instalação eléctrica da casa dele...

Apesar do significado tradicional da palavra engenheiro por estes lados, que por isso mesmo não pode ser "protegido", ainda muita gente fica frustrada com a situação. O título controlado "chartered engineer" (engenheiro "certificado", numa traducao muito livre), atribuído pelo equivalente britânico da Ordem dos Engenheiros, não tem feito o suficiente para sensibilizar o público para a profissão e separar as águas. Na verdade, a percepção geral da palavra "engenheiro" é considerada um dos motivos para a relativamente baixa proporção de alunos que vai para cursos universitários de engenharia por cá. Os adolescentes não se sentem atraídos a serem engenheiros, pela conotação publica e imagem que se tem do que é um engenheiro. Como calculam, isto sai e vai continuar a sair muito caro ao Reino Unido. Estima-se que 2.2 milhões de engenheiros serão necessários na próxima década no Reino Unido se este quiser manter um papel de liderança.

A questão do titulo "engenheiro" é tema mais que recorrente nas cartas dos membros para a revista da Ordem dos Engenheiros daqui. Deixo-vos com um desencantado desabafo de um membro, na minha opinião um das mais engraçadas cartas que li sobre o tema na revista. Para quem não está tão habituado ao inglês, o membro questiona porque não lhe chamam médico se ele é capaz de medir a sua própria tensão arterial, visto que para ser engenheiro basta apenas saber usar uma pá...

Fonte: revista "Engineering & Technology" do Institute of Engineering and Technology (IET), Fevereiro de 2015


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Chá das 5

Desde muito novos fomos acostumados à expressão "chá das 5". Proveniente de uma certa ideia romântica sobre o Reino Unido (provavelmente tendo em mente a Rainha), é uma expressão que povoa as nossas mais remotas memórias, seja pelo programa da Teresa Guilherme ou pela recordação do chá de cidreira (ou, com muita sorte, camomila) e das sensaboronas bolachas Maria ou "água e sal" por volta daquela hora. Mas será que falamos da mesma coisa no Reino Unido quando falamos do "chá das 5"?

Às 5 da tarde no Reino Unido tudo o que é casa de chá já fechou ou está a fechar. Às 5 da tarde está sim terminado o dia da grande maioria da população e é hora de voltar a casa. Tradicionalmente a classe média e operária neste país chama "tea" à refeição que faz ao chegar a casa entre as 5 e as 6 e que é, efectivamente para os nossos padrões lusitanos, o jantar deles. Abaixo está um exemplo de um "tea" inglês:

Pie and mash with gravy and peas (tarte de carne com puré, molho e ervilhas (fonte: TripAdvisor)
Como se isto já não fosse complicado o suficiente, estas pessoas chamam à refeição que fazem ao meio-dia "dinner". As primeiras vezes que ouvimos isto pensámos que ou se tinham enganado ou que nos estavam a gozar. Mas com o tempo já nos habituámos. Ah, e ainda existe a "supper" (ceia), mais ou menos pela hora a que nós jantámos (entre as 8 e as 9).

É preciso dizer que existe uma minoria, normalmente pessoas mais novas, que chama "lunch" ao almoço e "dinner" ao jantar, mas não é de facto a regra por estes lados.

Para dizer a verdade, seria difícil de definir uma hora do chá para o comum dos britânicos pois... eles passam o dia a beber chá! De caneca em caneca quase da mesma forma como algumas pessoas fumam acendendo um cigarro com a ponta do cigarro anterior. Não é exagero! É por isso que uma das última vezes que ouvi  alguém perto de mim dizer às 5.30 "I'm having my tea now" imediatamente pensei "Qual é a novidade, passaste o dia a beber chá!" para dois segundos depois lembrar-me "Ah! Esse "tea"..."

sábado, 20 de dezembro de 2014

Feliz Natal!

Quase de partida para Portugal para celebrar o Natal com as nossas famílias e visitar os amigos, não queríamos fazê-lo sem desejar a todos, e em especial à nossas famílias e amigos, um Santo e Feliz Natal e que 2015 traga Saúde, Paz e Alegria a todos vós.

Quanto a nós, despedimos de um 2014 em grande e desejamos que 2015 seja pleno de sucesso a nível pessoal e profissional!

E continuem atentos ao nosso blogue pois no Ano Novo cá estaremos novamente!

Boas Festas para todos!!


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ely

Ely (lê-se "ili") é uma cidade muito simpática a norte de Cambridge (a meio caminho entre March e Cambridge). Cidade? Sim, não é engano!

Vista de Ely junto ao rio Ouse (fonte: visitely.eastcambs.gov.uk)

Do alto dos seus 20 mil habitantes e 60km2 de área é apenas o equivalente a "meia Bury St Edmunds". A grande razão para Ely ser uma cidade e vilas muito maiores não o serem é puramente uma questão política. As "cidades" são atribuídas por Royal Charter (Decreto Real) com base em alguns critérios mais ou menos arbitrários, mas essencialmente a presença da Catedral diocesana é o critério decisivo. A diocese de Ely cobre quase todo Cambrigeshire (excepto Peterborough, que é outra cathedral city!) e uma parte de Norfolk.

Vista aérea de Ely, com a Catedral ao centro (fonte: news.bbc.co.uk)

Ely é famosa nacionalmente pela Catedral, que é de facto impressionante. Há alturas durante o dia e ao Domingo em que não se paga, mas regra geral paga-se a admissão. Mas o bilhete é válido por um ano e inclui visita guiada (nas horas do dia em que elas estão marcadas).

Grande plano da Catedral de Ely (fonte: www.panoramio.co.uk)

Foi aqui que foi filmada a "coroação" do Rei Jorge VI no filme "O Discurso do Rei" (com o Colin Firth) e não em Westminster (onde o evento "a sério" se realizou).

Vista da entrada da Catedral (fonte: www.idps.org.uk)

Outro "momento de glória" da catedral é aparecer ao fundo na capa do álbum dos Pink Floyd "The Division Bell". O álbum em si é uma homenagem às raízes da banda, nas margens do rio Cam, bem perto de Ely.

Capa de The Division Bell (Pink Floyd), com a Catedral ao fundo entre as estátuas (fonte: wikipedia.com)

Por falar de rio, a passagem de comboio fica na memória à primeira pelo panorama criado pelos típicos barcos estreitos com a catedral em fundo.

Vista de Ely ao passar de comboio (fonte: en.wikigogo.org)

Duas histórias muito interessantes sobre Ely: sabiam que já foi uma ilha? Ely, tal como March, faz parte de uma região ainda hoje conhecida como os "Fens" (pântanos). É uma zona muito plana e baixa (abaixo do nível do mar em alguns sítios!) e até há 400 anos apenas se conseguia chegar a Ely de barco!

A ilha de Ely (Elyg) em 1071, com Cantabrigie (Cambridge) a Sul (fonte: www.jamesaitcheson.com)

Por esta altura, a Realeza, conjuntamente com o Parlamento, chamaram os holandeses (quem melhor que eles!) para "drenar" os campos (construindo um sistema de valas e canais) e foi o fim da ilha. Foi certamente um admirável trabalho de engenharia, principalmente tendo em conta a limitação de conhecimentos técnicos e ferramentas! Mas este é um trabalho contínuo: ainda hoje os "Fens" são drenados para evitar cheias.

A outra história tem a ver com uma personagem histórica: Oliver Cromwell. Apesar de constar dos livros de história, é alguém que o "sistema" vigente não gosta de dar grande atenção... Cromwell viveu dez anos em Ely entre 1636 e 1646 (quando Ely ainda era uma ilha) e a casa onde vive é agora a casa-museu Oliver Cromwell. É uma personagem algo sinistra, uma espécie de Salazar inglês no século XVII. Liderou uma das facções da chamada Guerra Civil inglesa, que culminou com a sua vitória e a consequente execução (!) do Rei Carlos I na guilhotina.

Estátua de Oliver Cromwell em Westminster, juntinho às casas do Parlamento (fonte: www.urban75.org)
Foi a vitória do parlamentarismo sobre a monarquia absoluta, em que só o Rei é que sabia e contestá-lo era um sacrilégio (dado o direito "divino" dos Reis). A partir daqui, o parlamento tornou-se o regime e de facto a monarquia tinha terminado (foi o único momento da história de Inglaterra em que não houve monarquia). Oliver Cromwell tornou-se o líder do Governo republicano mas acabou por usar a mesma "receita" dos Reis: só ele é que sabia e, no fundo, ele era como que um "enviado de Deus" para varrer a corrupção e os vícios do sistema (soa a algo familiar?). Claro está que o parlamentarismo tornou-se rapidamente ditadura militar. O "reinado" de Cromwell não durou muito e o seu fim não foi bonito (vou poupar-vos a pormenores!). A verdade é que dois anos depois da sua morte a monarquia voltou, desta vez como "monarquia parlamentar" e um novo Rei, Carlos II. Um híbrido entre as duas facções iniciais, portanto: existe o Rei, que supostamente manda, mas na verdade é o parlamento quem decide. Nada de substancial mudou no entretanto. Portanto, a partir de agora quando ouvirem a expressão "manda tanto como a Rainha de Inglaterra", já sabem como começou!
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fogo que queima a carteira!

Qual é a probabilidade de em Portugal alguém pagar para ir ver um banal fogo-de-artifício? E quando o valor a pagar é 7 euros para os adultos, 6 para as crianças e 22 para uma família com dois filhos? E, mais precisamente, quem pagaria estes valores (ou outros quaisquer) quando o mesmo fogo é visto do outro lado da “cerca”, a uns metros de distância, completamente à borla? Ah, e sem uma motivo de “caridade” muito concreto para justificar este pagamento. Quase zero? Bem, é o que nos parece. Mas se tivessem vindo a Bury St Edmunds no passado Sábado teriam mais uma prova de que existem diferenças culturais entre Portugal e o Reino Unido!

fonte: bury-st-edmunds.roundtable.co.uk

Cerca de sete...mil (!!!) pessoas, de acordo com os jornais locais, juntaram-se nos Abbey Gardens ao início da noite de Sábado para experienciar aproximadamente 20 minutos de fogo-de-artifício. Engarrafamentos e a quase impossibilidade de estacionar no centro provaram-nos o quão podemos ainda ser surpreendidos neste país. Ao ver aqueles preços, nunca nos passou pela cabeça aquele panorama.

fonte: buryfreepress.co.uk
Este espectáculo insere-se na tradição anual do Bonfire, que explicamos no blogue noutra ocasião. Ninguém leva o evento pirotécnico muito “a sério” (em termos de motivações) mas no fundo é uma espécie de “Dia do Orgulho Anglicano”. O que é realmente levado muito a sério é o aspecto lúdico do Bonfire. Em todos os cantos e esquinas encontramos “kits” de pirotecnia, para todos os orçamentos, para rebentar com o maior estrondo possível chegado o dia. É realmente impressionante, mesmo em pequenas vilas. Parece um ataque aéreo massivo! Perigoso? Sim, sem dúvida, pensamos nós, mas a realidade é que não se ouvem grandes preocupações com isto numa tradicionalmente "securitária" sociedade britânica!

fonte: burymercury.co.uk

Bem, mas para ser justo com o povo britânico, é muito raro ver fogo-de-artifício ao longo do ano. Vemos no Ano Novo em Londres e Edimburgo, mas pouco mais. Não é um país de “foguetes”. O que contrasta com o país do foguetório que somos, em que todas as terras e terrinhas, festas e festinhas têm de ter fogo-de-artifício para a celebração ser “como deve ser”! E então ouvimos foguetes “noite sim, noite não” de Junho a Setembro, o que diminui o “valor” dos foguetes e do espectáculo associado. É compreensível a excitação, mas daí a pagar 7 euros para ver fogo-de-artifício no céu que é de todos… ainda não estamos assim tão “british”!
 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A velha York

York é uma importante vila do Nordeste de Inglaterra, capital de um dos maiores condados de Inglaterra: Yorkshire. Moram em Yorkshire (em cidades como Leeds e Sheffield) aproximadamente 5 milhões de pessoas, tantas como em toda a Escócia (!). É uma zona tradicionalmente industrial, não propriamente turística nem especialmente amigável (uma das áreas com maior taxa criminal no Reino Unido). A vertente industrial já foi bem maior e as consequências deste declínio são bastante visíveis. Mas como se enquadra a vila de York no contexto global de Yorkshire?

Perspectiva de York
York é um sítio à parte no contexto do condado. É uma pequena vila histórica, envolta numa muralha erguida no tempo dos Romanos e com raízes na invasão Viking (nesses tempos era conhecida como Jorvik). Encontramos lá também uma das mais importantes Catedrais de Inglaterra, ainda que isso não nos parecesse argumento suficiente para o elevadíssimo preço de admissão.

Catedral de York


York tem ainda uma excelente oferta de museus e é realmente preciso fazer uma selecção! Visitamos o museu ferroviário, que era de facto soberbo! Contíguo à estação de caminhos-de-ferro, contém uma quantidade e qualidade de equipamento e informação que permitiria a um verdadeiro aficionado horas e horas de deslumbre! Isto não é de todo surpreendente, face à posição pioneira que o Reino Unido teve na ferrovia e da paixão colectiva por comboios. Cereja no topo do bolo: é um museu em que não se paga admissão, logo não há mesmo desculpa para o falhar!



O museu ferroviário

Outro museu muito interessante é o Museu Viking. É um museu “vivo”, pois reflecte um trabalho contínuo de descoberta de uma vila Viking onde hoje é o centro da vila. As primeiras descobertas ocorreram nos anos 1960 e desde então muito trabalho tem sido posto na descoberta destas raízes e na catalogação dos achados. É um museu para toda a família, muito bem organizado e com muita informação transmitida de forma interactiva, o que o torna ainda mais interessante!

O museu Viking (Jorvik) - fonte: www.picturesofengland.com

O centro da vila é bastante pitoresco, plano como habitual, com ruas muito estreitinhas que fazem lembrar o Porto. A arquitectura é geralmente imponente, mas muito baseada no típico tijolo de Londres (“cor de burro”). A oferta de lojas é excelente e não fica de todo a dever às grandes cidades. Não nos pareceu uma vila cara em termos gerais, estará um pouco abaixo do nível de Cambridge.

Uma das concorridas ruas pedonais de York

Em suma, vale certamente a pena visitar York, nem que seja como ponto de passagem rumo a paragens mais nordestinas como o Lake District e a Escócia. Viveríamos lá? Bem, não se deve dizer “dessa água não beberei” mas o contexto social não é propriamente chamativo e é só por si um factor fortemente dissuasor para não morarmos por estas bandas… mas esperamos voltar um dia, quanto mais não seja para visitar os outros museus que não tivemos tempo de visitar desta vez!
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Edimburgo

Na semana da grande decisão na Escócia, vimos falar de Edimburgo.

Estivemos lá há um par de meses e foi a nossa estreia por aquelas bandas, neste caso as Terras Baixas. E que estreia em grande!

Edimburgo é muito diferente da típica cidade britânica, a começar pelo relevo: é verdade, tem montes! E o mais alto deles está a 251 metros de altitude e chama-se "Arthur's Seat", de onde se tem uma vista priveligiadíssima sobre a cidade.

O Arthur's Seat

A arquitectura também é bem diferente: é grandiosa, imponente, quase imperial.

Vista de Edimburgo a partir do Calton Hill, com o Governo da Escócia em primeiro plano

A Royal Mile, cuja extensão é na verdade um pouco mais que uma milha, liga o Palácio Real de Holyrood (residência oficial da realeza Britânica na Escócia) e o Parlamento da Escócia ao Castelo, bem no topo da colina. Sempre a subir, pois bem! Percorrer a Royal Mile é tão fundamental como fazer o percurso Ribeira-Foz no S. João do Porto. É um percurso que espelha a cidade e o país. Um verdadeiro deleite histórico, cultural e, porque não, comercial. É a verdadeira espinha dorsal da cidade, por oposição ao habitual "town/city centre" da generalidade dos sítios na Grã-Bretanha. Esta analogia é tão mais válida se tivermos em conta que ao longo da subida passamos por inúmeras  travessas (as famosas "closes", como a Mary King's Close), que em muito fazem lembrar as ruas estreitas em paralelo e de sobe e desce do nosso centro histórico do Porto, que por momento nos faz pensar que estamos em casa.

Royal Mile

Outra perspectiva da Royal Mile ou será da Rua Mouzinho da Silveira?!

Curioso que não pudemos visitar o palácio de Holyrood visto estarem lá na altura os "Duques de Rothesay". Tradução: Carlos e Camila! Ficamos a saber que mal passam a fronteira anglo-escocesa deixam de ser Príncipe de Gales e Duquesa da Cornualha e passam a ser Duques de Rothesay...manias!

O palácio de Holyrood [Fonte: www.edimburgo.com]

O parlamento escocês é um edifício relativamente modesto. É a casa de cerca de 130 deputados  nacionais. Por outro lado, em Westminster (Londres) existem cerca de 60 lugares no Parlamento do Reino Unido de deputados escolhidos nos círculos eleitorais da Escócia, um número bastante exagerado em relação a outras regiões do (por enquanto) Reino Unido. A parte curiosa é que no caso da Escócia votar pela independência, durante cerca de um ano (até às próximas eleições legislativas) 60 pessoas de "outro país" vão votar em assuntos que só dirão respeito a outro país. Na prática isso já acontece, em face à grande autonomia que a Escócia conquistou nos últimos 20 anos: quase tudo o que é lei na Escócia é determinado por Holyrood e no entanto existem (demasiados) deputados "escoceses" em Westminster a decidir assuntos que respeitam a todos os britânicos. A ver vamos se a Great Britain continua Great ou Not So Great e passa a Little Britain (como a série da Britcom)!

Pormenor do interior do parlamento escocês (hemiciclo)

O Castelo é o culminar da Royal Mile e é uma zona fortificada formada por vários edifícios, à semelhança  do Castelo de Praga por exemplo. Infelizmente não pudemos desfrutar das vistas do Castelo visto ter estado um inclemente nevoeiro. Mas num dia de sol é sem dúvida um MUST!

Edimburgo visto do castelo no dia em que lá fomos
Vista de Edimburgo a partir do castelo num dia bom! [Fonte: www.almadeviajante.com]

É sem dúvida uma cidade cosmopolita, que respira história e autenticidade. As pessoas são realmente muito simpáticas e tivemos a felicidade de comer muito bem em todos os sítios que fomos, o que é uma raridade por estas bandas. Que pena que é tão longe senão mudavamo-nos para lá! Entretanto  aqui fica a promessa que havemos de lá voltar. Até breve Edimburgo!

Uma das muitas "closes" de Edimburgo com muitas histórias para contar.